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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

receitas com tom de poesia

http://www.institutoniciamacieira.com.br/imgproj2009/receita/receita.htm

Palavras mágicas





BOLINHOS DE FELICIDADE!INGREDIENTES:

Um quilo de farinha de sinceridade
Quatro verdades
Duas xícaras de doçura
300 gramas de amor da marca verdadeiro
Uma pitada de humildade
Duas xícaras de gentileza
Uma colher das de sopa de carinho
50 gramas de manteiga boa vontade
Duas xícaras de óleo de amizade

Coloque numa tigela a farinha de sinceridade.
Junte as quatro verdades (clara e gema). Adicione uma das xícaras de doçura. Para aguçar o sabor, misture trezentos gramas. De amor, uma pitada de humildade, e cinquenta gramas de manteiga boa vontade! Mexer a massa com corpo e alma limpos. Até obter-se liga e uma mistura consistente. Deixe a massa descansar por trinta minutos. Coloque numa frigideira. Duas xícaras de óleo amizade. Deixe esquentar bem... Pegue com uma colher amiga. Uma pequena porção da massa. Formando montinhos de bolinhos de felicidade! Frite-os em óleo bem quente. Não há necessidade. Deixe escorrer o excesso do óleo, óleo de amizade faz bem para o coração!!! Coloque num prato grande, bem largo. A outra xícara de doçura. Jamais use adoçante artificial. Não se assuste. Doçura não aumenta os triglicerídeos. Junte as duas xícara de gentileza. Passe os bolinhos na mistura, por fim, pulverize carinho à beça!!! Sirvam-se a vontade! Bolinhos de felicidade. São mágicos, não vão faltar nunca, para todos que quiserem saboreá-los de verdade!!!              

Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=16420 © Luso-Poemas

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Fanzine

O que é e para que serve o fanzine

A palavra fanzine tem origem na junção das palavras fan(atic) + (maga)zine, utilizando-se por vezes só a abreviatura "zine".Os fanzines são publicações de carácter marginal, que são distribuídas e/ou publicadas, pelos próprios editores e são explicitamente não profissionais (Stephen Duncombe). São ainda caracterizados pelo seguinte:- São publicados irregularmente, a edição é feita ao ritmo que o editor entende.- Têm baixa tiragem (entre 50 a 200 exemplares).- A impressão é de baixa qualidade - normalmente são impressos em fotocópia ou com outros meios baratos e acessíveis, muitas vezes artesanais. Acompanham os meios tecnológicos da época, seja o duplicador offset, a fotocopiadora, a impressora do computador pessoal.- Ao nível do formato, não há regra, tanto podem ter formas padronizadas, como o A6, A5, A4 ou A3, como optar por outros formatos mais específicos e irregulares.- A distribuição é feita junto dos amigos (da escola, do bairro e do mundo) muitas vezes dentro da escola, durante os intervalos.- Sem fins lucrativos - não há motivos comerciais na sua produção. Quando são vendidos, normalmente esse dinheiro é usado para financiar a edição seguinte.- Os nomes escolhidos são, por norma, estranhos e muitas vezes vernaculares (“Sub”, “Cona da Mão”, “Estrume”, “Bactéria”), e para além de definirem o conteúdo, demonstram grande imaginação, anti-convencionalismo e até alguma agressividade em relação à sociedade.Ducombe relaciona o aparecimento de fanzines sobre ficção científica, nos anos 30 do século passado, como uma forma de criar leitores. Em 1936 surge o primeiro dedicado à banda desenhada, tendo depois sido um elemento chave no movimento de contracultura dos anos 60, nessa época mais virados para a política. Nos anos 70 foram uma forma de o movimento Punk espalhar a sua ética do “do-it-yourself” e nos anos 80 um meio de escritores divulgarem os seus pensamentos, o que de outra forma não seria possível. Hoje em dia, com a difusão da Internet, o suporte papel está a ser abandonado, passando a estar online.Em Portugal, o primeiro fanzine (com denominação de tal, visto que já tinham existido anteriormente projectos que se enquadravam nas características atrás referidas, realizados por artistas como Almada negreiros) foi o Árgon, editado em Janeiro de 1970.Normalmente os fanzines têm um tema, podendo ser sobre música, ilustração, culinária/alimentação, poesia, política, cinema, banda desenhada, etc., abordando problemas do nosso tempo, como seja a alienação das pessoas, o consumismo…No livro “Notes From Underground: Zines And The Politics Of Alternative Culture”, Stephen Duncombe (citado por James Surowiecki) mostra que é possível um produto cultural servir de instrumento de rebelião cultural. Surowiecki refere ainda que Duncombe respeita e admira o sentimento utópico do mundo dos fanzines, pois o autor de fanzines é um indivíduo que corta as convenções, as maneiras, as normas e a comunicação, pois não quer ser apertado pela sociedade, dizendo “Não!” ao que lhe parece mal.Os fanzines são uma ideia alternativa, relacionada com a cultura e são um modelo para produções culturais cooperativas e individualistas, sobretudo, mais do que consumir cultura, fazem-na (Duncombe).O objectivo do autor de fanzines, é sentir-se bem consigo próprio e mudar a sociedade, Jennifer Sinor, no artigo “Adolescent Girl´s Zines: Uncommon Pages and Pratices”, refere que muitas raparigas que sofreram abusos físicos, psicológicos e emocionais, encontram nos fanzines uma maneira de desanuviar e de contar o que lhes aconteceu, daí que a distribuição seja feita junto dos amigos. Conta ainda casos em que, ao longo das páginas do fanzine, aparecem referências à educação e ao ensino, onde pais e professores são pessoas suspeitas.São um viveiro de talentos resultante da determinação de uma ou várias pessoas em mostrar as suas ideias, pensamentos, opiniões. Quem os faz tem aí um bom campo de experimentação, embora por vezes, a sociedade preferisse que estivessem calados. Dão voz a pessoas que de outra forma não a teriam.Os fanzines são de certa forma a verdadeira liberdade – não fosse o facto de os autores dos fanzines estarem preocupados em falar para si próprios (Duncombe). São uma nova forma de comunicação, marginal, mas cheia de uma cultura vibrante, que quer permanecer no subsolo, fugir das luzes da ribalta.Aspectos como este, tornam os fanzines únicos e impares, e como disse Pedro Moura, como qualquer publicação, joga como pode com as expectativas do leitor. Através do título da publicação, do tipo, do autor, da editora, do formato, do design da capa, etc., o leitor cria de imediato, como numa paixão à primeira vista, um horizonte de expectativas.Qual a diferença garantida por um fanzine? É que o fanzine, precisamente por a maior parte das vezes ser um objecto não-identificado à primeira, apresenta um horizonte sobejamente mais alargado que as publicações ditas “normais”.Já Rosa Oliveira afirma que quanto menos formal for o estilo, mais próximo estaremos de um tipo de discurso onde a individualidade está presente. Essa individualidade, está presente no que Tristine Rainer, no final da década de 70, do século passado, chamou de o "Novo Diário do Século XX", que está associado à exploração da criatividade, do crescimento pessoal (significando o crescimento do todo da pessoa), a reparação ou a terapia.

terça-feira, 14 de julho de 2015

O que é pronome?

Pronome é a classe de palavras que substitui o substantivo (nome). Tem a finalidade de indicar a pessoa do discurso ou situar no tempo e espaço, sem utilizar o seu nome.
Pronome substantivo é aquele que desempenha a função de substantivo. Exemplo: Ela é minha convidada.
Pronome adjetivo é aquele que acompanha ou modifica um substantivo. Exemplo: Minha caneta é azul, aquelas canetas são azuis.
Os pronomes variam em gênero, número e pessoa.
Os pronomes possuem várias características: formam vários sistemas morfológicos fechados (eu, tu, ele/ela, etc; meu/minha, teu/tua, seu/sua, etc.); na sua maioria aceitam, como os nomes, morfemas de gênero e número; atuam por alusão a algo já mencionado ou implícito na mensagem ou no contexto linguístico ou extralinguístico, mantendo, mesmo quando isolados, uma base semântica genérica com capacidade de se referirem a outra realização léxica, etc.

Pronomes de tratamento

Os pronomes de tratamento indicam o tratamento formal ou informal: Você,Vossa ExcelênciaVossa Majestade...

Pronomes relativos

Pronomes relativos são aqueles que se referem a um termo mencionado anteriormente: cujoo qualas quaisquem... Estabelecem uma relação entre aquilo a que se refere e a afirmação que vai ser feita a seu respeito.

Pronomes pessoais

Os pronomes pessoais representam as pessoas do discurso (primeira, segunda ou terceira): eutuele/elanósvóseles/elas. Também são pronomes pessoais as formas que servem de complementos (memimcomigonosconoscoteti,contigovosconvoscooalhesesiconsigoosaslhes).

Pronomes demonstrativos

Pronomes demonstrativos indicam a posição de algo, situando no espaço e tempo: esteissoaquilo... Estes pronomes estabelecem uma relação entre o que representa ou determina e os três âmbitos do discurso: esteessaaquele, etc.

Pronomes possessivos

Pronomes possessivos exprimem a noção de posse de algo: meuteusua,vosso... Indica aquele a quem pertence aquilo que é referido no discurso.

Pronomes indefinidos

Pronomes indefinidos indicam a quantidade do que representa de modo vago ou impreciso: ninguémalguémqualquer...

Pronomes interrogativos

Pronome interrogativos servem para formular uma interrogação. Normalmente se trata de um pronome relativo usado para interrogar: quemquequal...

Pronomes oblíquos

Os pronomes oblíquos atuam como complemento direto ou indireto: metelhe,semimti...

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Você tem vida privada de verdade (nas redes sociais)?


Trabalho sobre as redes sociais...

Texto para ajudar o grupo que vai fazer o trabalho sobre corrupção...

TEXTO ARTIGO DE OPINIÃO
                                                     Corrupção cultural ou organizada?
 
                                                                                                             Renato Janine Ribeiro
       Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções "culturais" nos leve a ignorar a grande corrupção.
      Ficamos muito atentos, nos últimos anos, a um tipo de corrupção que é muito frequente em nossa sociedade: o pequeno ato, que muitos praticam, de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem comum para obter uma vantagem pessoal. Foi e é importante prestar atenção a essa responsabilidade que temos, quase todos, pela corrupção política - por sinal, praticada por gente eleita por nós.
       Esclareço que, por corrupção, não entendo sua definição legal, mas ética. Corrupção é o que existe de mais antirrepublicano, isto é, mais contrário ao bem comum e à coisa pública. Por isso, pertence à mesma família que trafegar pelo acostamento, furar a fila, passar na frente dos outros. Às vezes é proibida por lei, outras, não.
       Mas, aqui, o que conta é seu lado ético, não legal. Deputados brasileiros e britânicos fizeram despesas legais, mas não éticas. É desse universo que trato. O problema é que a corrupção "cultural", pequena, disseminada - que mencionei acima - não é a única que existe. Aliás, sua existência nos poderes públicos tem sido devassada por inúmeras iniciativas da sociedade, do Ministério Público, da Controladoria Geral da União (órgão do Executivo) e do Tribunal de Contas da União (que serve ao Legislativo).
       Chamei-a de "corrupção cultural" pois expressa uma cultura forte em nosso país, que é a busca do privilégio pessoal somada a uma relação com o outro permeada pelo favor. É, sim, antirrepublicana. Dissolve ou impede a criação de laços importantes. Mas não faz sistema, não faz estrutura.
        Porque há outra corrupção que, essa, sim, organiza-se sob a forma de complô para pilhar os cofres públicos - e mal deixa rastros. A corrupção "cultural" é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Bastou colocar as contas do governo na internet para saltarem aos olhos vários gastos indevidos, os quais a mídia apontou no ano passado.
        Mas nem a tapioca de R$ 8 de um ministro nem o apartamento de um reitor - gastos não republicanos - montam um complô. Não fazem parte de um sistema que vise a desviar vultosas somas dos cofres públicos. Quem desvia essas grandes somas não aparece, a não ser depois de investigações demoradas, que requerem talentos bem aprimorados - da polícia, de auditores de crimes financeiros ou mesmo de jornalistas muito especializados.
        O problema é que, ao darmos tanta atenção ao que é fácil de enxergar (a corrupção "cultural"), acabamos esquecendo a enorme dimensão da corrupção estrutural, estruturada ou, como eu a chamaria, organizada.
         Ora, podemos ter certeza de uma coisa: um grande corrupto não usa cartão corporativo nem gasta dinheiro da Câmara com a faxineira. Para que vai se expor com migalhas? Ele ataca somas enormes. E só pode ser pego com dificuldade.
         Se lembrarmos que Al Capone acabou na cadeia por ter fraudado o Imposto de Renda, crime bem menor do que as chacinas que promoveu, é de imaginar que um megacorrupto tome cuidado com suas contas, com os detalhes que possam levá-lo à cadeia - e trate de esconder bem os caminhos que levam a seus negócios.
         Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção. A corrupção enquanto cultura nos desmoraliza como povo. Ela nos torna "blasé". Faz-nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o regime por excelência da ética na política: aquele que educa as pessoas para que prefiram o bem geral à vantagem individual. Daí a importância dos exemplos, altamente pedagógicos.
        Valorizar o laço social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue pela educação. Temos de fazer que as novas gerações sintam pela corrupção a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral.
         Mas falar só na corrupção cultural acaba nos indignando com o pequeno criminoso e poupando o macrocorrupto. Mesmo uma sociedade como a norte-americana, em que corromper o fiscal da prefeitura é bem mais raro, teve há pouco um governo cujo vice-presidente favoreceu, antieticamente, uma empresa de suas relações na ocupação do Iraque.
          A corrupção secreta e organizada não é privilégio de país pobre, "atrasado". Porém, se pensarmos que corrupção mata - porque desvia dinheiro de hospitais, de escolas, da segurança -, então a mais homicida é a corrupção estruturada. Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções "culturais" nos leve a ignorar a grande corrupção. É mais difícil de descobrir. Mas é ela que mata mais gente.

Retirado da Folha de S. Paulo, 28/6/2009. Renato Janine Ribeiro, 59, é professor titular de ética e filosofia política do Departamento de Filosofia da USP. É autor, entre outras obras, de República (Publifolha. Coleção Folha Explica). (Texto retirado do material da Olimpíada de Língua Portuguesa, caderno Pontos de Vista - 2010.)