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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Texto para ajudar o grupo que vai fazer o trabalho sobre corrupção...

TEXTO ARTIGO DE OPINIÃO
                                                     Corrupção cultural ou organizada?
 
                                                                                                             Renato Janine Ribeiro
       Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções "culturais" nos leve a ignorar a grande corrupção.
      Ficamos muito atentos, nos últimos anos, a um tipo de corrupção que é muito frequente em nossa sociedade: o pequeno ato, que muitos praticam, de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem comum para obter uma vantagem pessoal. Foi e é importante prestar atenção a essa responsabilidade que temos, quase todos, pela corrupção política - por sinal, praticada por gente eleita por nós.
       Esclareço que, por corrupção, não entendo sua definição legal, mas ética. Corrupção é o que existe de mais antirrepublicano, isto é, mais contrário ao bem comum e à coisa pública. Por isso, pertence à mesma família que trafegar pelo acostamento, furar a fila, passar na frente dos outros. Às vezes é proibida por lei, outras, não.
       Mas, aqui, o que conta é seu lado ético, não legal. Deputados brasileiros e britânicos fizeram despesas legais, mas não éticas. É desse universo que trato. O problema é que a corrupção "cultural", pequena, disseminada - que mencionei acima - não é a única que existe. Aliás, sua existência nos poderes públicos tem sido devassada por inúmeras iniciativas da sociedade, do Ministério Público, da Controladoria Geral da União (órgão do Executivo) e do Tribunal de Contas da União (que serve ao Legislativo).
       Chamei-a de "corrupção cultural" pois expressa uma cultura forte em nosso país, que é a busca do privilégio pessoal somada a uma relação com o outro permeada pelo favor. É, sim, antirrepublicana. Dissolve ou impede a criação de laços importantes. Mas não faz sistema, não faz estrutura.
        Porque há outra corrupção que, essa, sim, organiza-se sob a forma de complô para pilhar os cofres públicos - e mal deixa rastros. A corrupção "cultural" é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Bastou colocar as contas do governo na internet para saltarem aos olhos vários gastos indevidos, os quais a mídia apontou no ano passado.
        Mas nem a tapioca de R$ 8 de um ministro nem o apartamento de um reitor - gastos não republicanos - montam um complô. Não fazem parte de um sistema que vise a desviar vultosas somas dos cofres públicos. Quem desvia essas grandes somas não aparece, a não ser depois de investigações demoradas, que requerem talentos bem aprimorados - da polícia, de auditores de crimes financeiros ou mesmo de jornalistas muito especializados.
        O problema é que, ao darmos tanta atenção ao que é fácil de enxergar (a corrupção "cultural"), acabamos esquecendo a enorme dimensão da corrupção estrutural, estruturada ou, como eu a chamaria, organizada.
         Ora, podemos ter certeza de uma coisa: um grande corrupto não usa cartão corporativo nem gasta dinheiro da Câmara com a faxineira. Para que vai se expor com migalhas? Ele ataca somas enormes. E só pode ser pego com dificuldade.
         Se lembrarmos que Al Capone acabou na cadeia por ter fraudado o Imposto de Renda, crime bem menor do que as chacinas que promoveu, é de imaginar que um megacorrupto tome cuidado com suas contas, com os detalhes que possam levá-lo à cadeia - e trate de esconder bem os caminhos que levam a seus negócios.
         Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção. A corrupção enquanto cultura nos desmoraliza como povo. Ela nos torna "blasé". Faz-nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o regime por excelência da ética na política: aquele que educa as pessoas para que prefiram o bem geral à vantagem individual. Daí a importância dos exemplos, altamente pedagógicos.
        Valorizar o laço social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue pela educação. Temos de fazer que as novas gerações sintam pela corrupção a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral.
         Mas falar só na corrupção cultural acaba nos indignando com o pequeno criminoso e poupando o macrocorrupto. Mesmo uma sociedade como a norte-americana, em que corromper o fiscal da prefeitura é bem mais raro, teve há pouco um governo cujo vice-presidente favoreceu, antieticamente, uma empresa de suas relações na ocupação do Iraque.
          A corrupção secreta e organizada não é privilégio de país pobre, "atrasado". Porém, se pensarmos que corrupção mata - porque desvia dinheiro de hospitais, de escolas, da segurança -, então a mais homicida é a corrupção estruturada. Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções "culturais" nos leve a ignorar a grande corrupção. É mais difícil de descobrir. Mas é ela que mata mais gente.

Retirado da Folha de S. Paulo, 28/6/2009. Renato Janine Ribeiro, 59, é professor titular de ética e filosofia política do Departamento de Filosofia da USP. É autor, entre outras obras, de República (Publifolha. Coleção Folha Explica). (Texto retirado do material da Olimpíada de Língua Portuguesa, caderno Pontos de Vista - 2010.)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Atividade de charge (cartum) sobre o tema "maioridade penal"



 Você concorda ou discorda com a crítica feita nessa charge? Justifique sua opinião.

ATIVIDADE DE PRODUÇÃO TEXTUAL
Que tal mobilizar uma discussão sobre o tema "maioridade penal" na sua escola? Produzam uma charge que tenha como objetivo incentivar a comunidade escolar a refletir sobre essa questão



Autoria Professor Diogo

Charge (cartum) sobre o tema "maioridade penal"

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sábado, 4 de julho de 2015

 

A mídia em nossas vidas: Informação ou manipulação ?

 "A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa"

(George Orwell)

  Adolescência e responsabilidades  

 

     Quando chegamos a nossa adolescência começamos a nos deparar com muitas responsabilidades que nossa sociedade e os próprios familiares nos impõem. 
     Essa é uma das partes mais importantes na adolescência, porque é daí que o indivíduo começa a criar seus valores, princípios e caráter tendo mais seriedade em relação a sua rotina escolar e de trabalho.
     Responsabilidade é algo que todos devemos ter. Alguns conquistam com o tempo, outros, desde a infância a vida os ensina. Muitas vezes podemos relacionar responsabilidade com questões financeiras, pois em grande parte dos casos, por exemplo, os adolescentes tendem a depender muito dos pais, causando assim nenhuma evolução de sua própria independência, logo, sua responsabilidade. 
     Quando se trata de cidadania, ter responsabilidades é uma grande e importante parte.Conforme os indivíduos crescem e se desenvolvem, as responsabilidades aumentam e chegará um ponto em que temos que tomar cuidado para que não percamos a capacidade de nos divertir para trabalhar, por exemplo. 
     Assumir uma responsabilidade é um fardo que todos enfrentaremos algum dia, e que todos já enfrentamos.